quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
"O que importa é que Cristo está sendo pregado". Mesmo?
Texto que li, do Reverendo Presbiteriano Augustus Nicodemus Lopes,em sua página no facebook, que esclareceu meu pensamento sobre essa passagem bíblica abaixo. Sempre se é bom ler algo interessante e quando vejo que o artigo é muito esclarecedor, vou postar aqui também no Cristorama.
"O que importa é que Cristo está sendo pregado". Mesmo?
Um amigo no Twitter me perguntou se Filipenses 1:18 não justificaria o show gospel. Acho que ele tinha em mente o festival gospel na Globo e a hipotética novela da Globo com uma heroína evangélica e as apresentações de cantores gospel em programas seculares.
Para quem não lembra, Paulo diz o seguinte em Filipenses 1:15-18:
“Alguns, efetivamente, proclamam a Cristo por inveja e porfia; outros, porém, o fazem de boa vontade; estes, por amor, sabendo que estou incumbido da defesa do evangelho; aqueles, contudo, pregam a Cristo, por discórdia, insinceramente, julgando suscitar tribulação às minhas cadeias. Todavia, que importa? Uma vez que Cristo, de qualquer modo, está sendo pregado, quer por pretexto, quer por verdade, também com isto me regozijo, sim, sempre me regozijarei” (Fp 1:15-18).
A interpretação popular desta passagem, especialmente desta frase de Paulo no verso 18, “Todavia, que importa? Uma vez que Cristo, de qualquer modo, está sendo pregado, quer por pretexto, quer por verdade, também com isto me regozijo, sim, sempre me regozijarei” – é que para o apóstolo o importante era que o Evangelho fosse pregado, não importando o motivo e nem o método. A conclusão, portanto, é que podemos e devemos usar de todos os recursos, métodos, meios, estratégias, pessoas – não importando a motivação delas – para pregarmos a Jesus Cristo. E que, em decorrência, não podemos criticar, condenar ou julgar ninguém que esteja falando de Cristo e muito menos suas intenções e metodologia. Vale tudo.
Então, tá. Mas, peraí... em que circunstâncias Paulo disse estas palavras? Se não me engano, Paulo estava preso em Roma quando escreveu esta carta aos filipenses. Ele estava sendo acusado pelos judeus de ser um rebelde, um pervertedor da ordem pública, que proclamava outro imperador além de César.
Quando os judeus que acusavam Paulo eram convocados diante das autoridades romanas para explicar estas acusações que traziam contra ele, eles diziam alguma coisa parecida com isto: “Senhor juiz, este homem Paulo vem espalhando por todo lugar que este Jesus de Nazaré é o Filho de Deus, que nasceu de uma virgem, que morreu pelos nossos pecados e ressuscitou ao terceiro dia, e que está assentado a direita de Deus, tendo se tornado Senhor de tudo e de todos. Diz também que este Senhor perdoa e salva todos aqueles que creem nele, sem as obras da lei. Senhor juiz, isto é um ataque direto ao imperador, pois somente César é Senhor. Este homem é digno de morte!”
Ao fazer estas acusações, os judeus, nas próprias palavras de Paulo, “proclamavam a Cristo por inveja e porfia... por discórdia, insinceramente, julgando suscitar tribulação às minhas cadeias” (verso 17).
Ou seja, Paulo está se regozijando porque os seus acusadores, ao final, no propósito de matá-lo, terminavam anunciando o Evangelho de Cristo aos magistrados e autoridades romanos.
Disto aqui vai uma looooonga distância em tentar usar esta passagem para justificar que cristãos, num país onde são livres para pregar, usem de estratégias no mínimo polêmicas para anunciar a Cristo. Tenho certeza que Paulo jamais se regozijaria com isto, pois ele mesmo disse:
“Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus; antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus” (2Co 2:17).
“Pelo que, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi feita, não desfalecemos; pelo contrário, rejeitamos as coisas que, por vergonhosas, se ocultam, não andando com astúcia, nem adulterando a palavra de Deus; antes, nos recomendamos à consciência de todo homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade” (2Co 4:1-2).
“Eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria. Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado. E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus” (1Co 2:1-5).
Portanto, usar Filipenses 1:18 para justificar que qualquer estratégia serve para anunciar o Evangelho é usar texto fora do contexto como pretexto.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
TRÊS PENSAMENTOS ...
Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus.
As quais também falamos, não com palavras que a sabedoria humana ensina, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais.
Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.
Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido.
Porque, quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo.
1 Coríntios 2:12-16
E eu, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a meninos em Cristo.
Com leite vos criei, e não com carne, porque ainda não podíeis, nem tampouco ainda agora podeis,
Porque ainda sois carnais; pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois porventura carnais, e não andais segundo os homens?
1 Coríntios 3:1-3
Eu, ao meditar nessa palavra acima, me fez lembrar que na vida e no nosso meio religioso, existem diversos pensamentos, que se confundem com diversidade. A diversidade, para os cristãos, é quando todas elas militam em prol do Reino de Deus, mas aqui, nesse caso, é divisão pura. E como ouvi de algum jargão : "visão com visão, gera divisão". Bom, vamos para as minhas observações:
1) Não conhecemos o espírito do mundo - O texto aqui, no verso 12, é o espírito que aprisiona a mente, conforme sugere o texto grego. Você pode quebrar as imagens, dar as besteiras das 7 voltas, fazer atos proféticos (a bíblia não é suficiente?), mas a verdadeira libertação está na alma, está no coração, está no entendimento do ser-humano. Pode cair em toda histeria espiritual, mas sem a orientação de Deus pelas escrituras, não vai ter liberdade verdadeira.
2) O Homem Natural - Esse camarada é uma pessoa comum. Levanta, vai trabalhar, estuda. Segue seu ritmo. Ele não compreende as coisas espirituais. É como ouvir o Apóstolo Paulo no Areópago, em Atenas, e questionar se Jesus ressuscitou ou não. É uma pessoa que não provém de fé. E tem mais, ele é um campo rico para evangelização. Sim. Com o Espírito de Deus, logo entrarei no homem espiritual, essa pessoa pode se convencer ou por sua naturalidade, não. É conhecido, como em algumas traduções do grego, homem "psíquico", que vive conforme sua natureza.
3) Homem Espiritual - Esse aqui é o sonho de todo religioso (falarei sobre ele). Ele é equilibrado. Ele é movido pelo Espírito de Deus. Ele pensa diversas vezes antes de falar qualquer bobagem. Não é movido por emoções, mas movido pelo Espírito de Deus. Talvez, você que não pertença a crença alguma até duvide do que eu estou escrevendo, mas felizmente ou infelizmente pra você, esse ser aqui provém de fé. Ele já tem uma impressão no espírito. E te convido a experimentar. Não é a confissão positiva, nem a palavra positiva, mas é um ser que realmente vive Jesus. Ele sabe analisar todas as coisas e reter o que é bom disso tudo. Eu não posso ir contra uma pessoa que recebeu uma impressão no espírito dela, pois é somente dela e de Deus. Então, a melhor coisa que posso fazer é me calar. Só isso. Por isso, ele não pode ser discernido, conforme no verso 15. Eu só posso é ver os frutos disso. Aleluia.
4) Homem Carnal - Esse aqui, conforme o texto, é o religioso. É verdade pura, mas é o religioso relatado no capítulo 3, do texto em 1Corintios. É aquele que se converte a religião e faz toda cara de piedade, mas por dentro, é inveja, é ira, é dissimulação pura. É o que julga aquele que não se enquadra dentro dos seus padrões de moralidade. A moralidade é coisa da maioria. Por isso, o nome moral. É o que cria uma ajudinha para graça de Deus. É aquele que se compara em ser melhor que os outros. Sinto dizer que essas pessoas são os crentes. Sim. Os crentes. Põem Deus até nas suas babaquices, pois propagam a religião do medo, renegam o estudo das escrituras que são inspiradas por Deus e se impressionam com qualquer pirotecnia. Acham que seus gestos e atos mágicos vão mudar suas vidas e nações, sendo que a mudança verdadeira está no caráter, e em adquirir o caráter de Cristo.
CONCLUSÃO:
Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados,
Que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo.
Ninguém vos domine a seu bel-prazer com pretexto de humildade e culto dos anjos, envolvendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão,
E não ligado à cabeça, da qual todo o corpo, provido e organizado pelas juntas e ligaduras, vai crescendo em aumento de Deus.
Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como:
Não toques, não proves, não manuseies?
As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens;
As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne.
Colossenses 2:16-23
Deus abençoe
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
O QUE APRENDEMOS COM A CRUZ?

Todos sabem a história de Jesus, que foi crucificado junto de outros dois malfeitores, um que escarnecia Dele, outro que se arrependeu as portas da morte. Sem se prolongar numa história que já foi lida, já foi produzida pro cinema diversas vezes, vou me aprofundar em lições que foram aprendidas com esse momento, relatados à partir de Lucas 23.
1)NÃO SE APRENDE NADA
Fazendo uma análise nos evangelhos, esse malfeitor, ladrão, era de Israel, pois ele conhecia sobre o Messias, visto que ele foi repreendido pelo outro -"Não temes a Deus"? verso 40. Ele ouvira falar sobre Jesus, mas não acompanhou Jesus.
Trazendo pra nossos dias, é o religioso que quer muita unção, muito poder e nenhum conhecimento das escrituras, essa que é a verdadeira base da nossa fé.
É aquele que vê o diferente e já o lança no inferno. Quantas comunidades de crente em redes sociais, só porque alguém pensa diferente, defendem um falso conhecimento de escrituras, pois essa, sem o Amor de Deus, se torna um legalismo para jogar as pessoas no inferno...
Esse crente é o famoso "imitação barata"!!!!
2) SE APRENDE COM A CRUZ DE CRISTO, QUE É O NOSSO REFERENCIAL EM TODOS OS MOMENTOS, ATÉ NOS FINAIS
Com o Cristo, se aprende a compartilhar a cruz, visto que se permitiu que Simão, o cirineu, carregou a cruz (verso 26). Não vão pelo evangelho segundo Mel Gibson, pois assim como ele especulou o protesto de Simão, eu especulo, pela fé que Jesus se permite a carregar a cruz dele. É a pregação do evangelho.
No caminho da cruz, Jesus consolou as mulheres que choravam, ao falar - chore pelos seus filhos (versos 28 e 29). Jerusalém foi destruída pelo general Vespasiano, terminado por Tito. Esse caminho da cruz nos ensina a consolar os que choram.
3) APRENDEMOS COMO SE COMPORTAR PELA CRUZ
A cruz, ao qual o malfeitor que repreendeu o outro, gerou arrependimento - Não temes a Deus, nós merecemos isso, mas não esse justo! - versos 40 - 41
A cruz desse gerou salvação - versos 42-43 - Jesus prometeu a salvação ao malfeitor arrependido.
É necessário, que para não pequemos, sejamos como esse malfeitor arrependido - ficar preso, crucificado na cruz.
CONCLUSÃO
O religioso se preocupa muito mais em deixar de fazer em prol de uma "sã doutrina", do que fazer algo que edifique ao seu próximo.
Assinar:
Postagens (Atom)

